Iniciativas da Alameda

Na vanguarda da enologia e sustentabilidade

Número 1 dentro de um círculo preto.

A Criação de Habitats para Polinizadores na Alameda

Sem polinizadores, a dieta humana colapsaria em fome à escala global. A flora silvestre e a vida animal também definhariam numa devastadora reação em cadeia.

Contudo, os polinizadores estão a enfrentar uma profunda crise na Europa: asfixiados pela perda de habitats, expansão urbana, pesticidas e alterações climáticas, um quarto das borboletas europeias e inúmeras espécies de abelhas caminham hoje para a extinção. Todavia, não restam dúvidas de que estes insetos operam verdadeiros milagres diários.

Borboleta estilizada sobre fundo colorido em tons de roxo, rosa e laranja.
Desenho detalhado de uma abelha com asas transparentes sobre um fundo colorido em tons de rosa, azul e laranja.

De facto, a cada ano, o labor destes pequenos seres gera cerca de 2000 milhões de euros na agricultura portuguesa. E em tarefas realizadas de graça, com graça e incomparável graciosidade. Daí ser tão fundamental dar-lhes boas condições para viver e prosperar.

É por isso que a Alameda convidou a ciência do Tagis (o Centro de Conservação das Borboletas de Portugal) para nos ajudar na criação de habitats inteiramente dedicados a borboletas, abelhas e outros polinizadores.

Integrado por docentes e investigadores (como os membros do reputado CE3C, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa), o Tagis trará à Alameda todo o saber exigido à conceção destes santuários vivos.

Com esta parceria, criaremos habitats mais férteis, mais vibrantes e bem mais coloridos: afinal, ao protegermos os polinizadores, estamos também a proteger a nossa própria sobrevivência e a devolver beleza aos nossos campos.

Ilustração detalhada de um besouro marrom sobre fundo aquarela colorido.
Número dois dentro de um círculo preto.

Do Terroir à Engenharia,
o Projeto EcoVinePanel

Ano após ano, a região do Dão produz milhares de toneladas de subprodutos da vinha. Mas, apesar de possuírem elevado valor potencial, estes subprodutos ficam esquecidos e desaproveitados.

É o caso dos sarmentos, ou das películas, dos engaços das uvas e das grainhas que restam após as vindimas. Mas estes são materiais orgânicos com aplicações na indústria e na engenharia de materiais.

Ilustração detalhada de ramo de videira com folhas e galhos sobre fundo colorido aquarela.
Desenho de microscópio antigo com fundo colorido e estrutura molecular ao lado.

Sendo assim, porque não devolver estes subprodutos da vinha à cadeia de valor? E porque não aplicar o melhor do nosso saber, para o melhor da nossa terra?

Para isso, a Quinta da Alameda juntou forças a referências na indústria (com a Movecho), no ensino superior da região (com o Instituto Politécnico de Viseu) e na ciência dos materiais (com a ARCP CoLAB).

Em conjunto, estamos a desenvolver o EcoVinePanel, um projeto verdadeiramente inovador que visa recolher, aproveitar e transformar os diversos subprodutos da vinha em múltiplas soluções compósitas destinadas a produtos tão variados como o mobiliário ou as embalagens sustentáveis.

Com vista à promoção efetiva da economia circular, cruzamos assim a ancestral cultura da vinha com a cultura da engenharia e do design contemporâneo.

Mas, com esta parceria na vanguarda multidisciplinar, também cruzamos algo ainda mais importante: a longa ponte entre tradição e inovação, rumo ao futuro.

Símbolo de reciclagem com setas formando um círculo em fundo colorido abstrato.
Número três cinza dentro de um círculo preto.

A Salvaguarda de Uma
Planta Extraordinária, na Alameda

Uma planta extraordinária nasce selvagem nos nossos campos. Mas poucos lhe dão importância. Essa admirável planta é o cardo (Cynara cardunculus). Generoso, todo o cardo se dá em múltiplas aplicações práticas, sejam elas industriais, alimentares, medicinais, agrícolas ou ecológicas. Além disso, as alterações climáticas não lhe metem medo. E dele se podem extrair compostos naturais para tratar as vinhas.

Dadas as suas vastas qualidades, a Escola Superior Agrária de Viseu  (ESAV) cultivou um grande campo de cardos para os estudar e desenvolver soluções com base nesta planta. Este foi um longo trabalho cuja investigação começou há mais de 15 anos. No entanto, foi decidido que toda a área devotada à plantação de cardos deveria ser dedicada a outros fins.

Ilustração de um cardo com folhas dentadas e flores detalhadas sobre fundo colorido em aquarela.
Ilustração de pergaminho com caneta assinando, com fundo colorido abstrato.

Caso não fosse encontrada uma saída satisfatória, esta decisão poderia colocar em causa todo o trabalho desenvolvido nas últimas décadas. Daí que a Alameda tenha celebrado um protocolo com a ESAV/IPV para acolher, proteger e estudar milhares destes valiosos cardos. Foi assim salvaguardado um acervo genético raro, precioso e exemplar.

Para além de aumentarem a biodiversidade na Quinta, os cardos irão servir de base ao desenvolvimento de compostos biológicos para tratar vinhedos. É esperado que isto resulte em vinhos de produção ainda mais sustentável e ainda mais imbuídos dos valores do Dão. Os cardos irão continuar a florescer. E a ciência também, para benefício de todos.

Ilustração estilizada de uma molécula em preto sobre um fundo colorido em tons pastel.
Número 4 dentro de um círculo preto.

A Iniciativa Vigneron: a Autoria Total do Vinho Português

Em França, o ‘Vigneron’ é a personificação da autenticidade: é aquele que cultiva, vinifica e engarrafa apenas o vinho das suas próprias uvas. Essa mesma realidade também existe em Portugal. Todavia, a sua designação portuguesa pouco contribui para um melhor conhecimento público: de forma demasiado utilitária, por cá chama-se somente ‘Vitivinicultor-engarrafador’. Este exprime o vinho com total fidelidade ao terroir e exerce a sua mestria em cada gesto, da poda à garrafa.

Contudo, esta identidade legalmente definida continua quase invisível no mercado português.  Os Vignerons de Portugal são, na verdade, relativamente escassos, mas representam o que o vinho pode ser na sua forma mais cristalina como tradução direta de uma safra, de uma terra e de uma mão. E isto tem elevados custos em risco, investimento e compromisso.

Desenho de uma garrafa de vinho e uma taça sobre fundo aquarelado colorido.
Três barris de madeira desenhados com fundo colorido em tons de rosa, laranja e amarelo.

Há que contribuir para a elevação do vinho português, pelo que a Quinta da Alameda se associou à iniciativa "Vigneron, As Nossas Uvas, Os Nossos Vinhos" em conjunto com nomes ilustres como a Quinta das Bágeiras, a Quinta da Atela, Rui Reguinga, Quinta de Chocapalha, Casa da Passarella, Casas Altas, Vale dos Ares, Tapada de Coelheiros e Quinta do Perdigão.

Valorizar os Vignerons é reconhecer devoção e transparência. Na Alameda, bem como nas restantes nove casas que compõem este movimento, o vinho nasce exclusivamente das nossas uvas e é vinificado apenas na nossa adega. Aceitamos o risco de cada inverno e o temperamento de cada verão, para que o que chega à sua mesa seja um retrato puro, sem atalhos ou artifícios. Porque, afinal, o vinho é o lugar onde guardamos o nosso nome e a nossa identidade.

Ilustração de um saca-rolhas de madeira e dois rolhas sobre fundo de aquarela colorida.
Número 4 dentro de um círculo preto.

O Ethos Quinta da Alameda

Num só terroir, todo um Dão. Assente num cenário vinhateiro de inconfundível beleza, assim é a Quinta da Alameda: autêntica nos seus vinhos, deferente aos valores da sua região e fiel à sua história de 200 anos.

Aqui, entre bosques e vinhedos em simbiose, castas ilustres como Touriga Nacional e Encruzado encontram um palco de eleição para se expressarem com plenitude de carácter.

Da raiz das vinhas à última das garrafas, a nossa abordagem verticalizada — tal como é apanágio de um verdadeiro Vigneron — culmina naturalmente em vinhos de verticalidade marcados pela frescura, equilíbrio e suprema elegância.

Desenho de uma garrafa de vinho e uma taça sobre fundo aquarelado colorido.
Três barris de madeira desenhados com fundo colorido em tons de rosa, laranja e amarelo.

Porém, a Quinta não é uma paisagem vitivinícola que também faz reverência à terra e à sua sustentabilidade: é antes uma paisagem de biodiversidade e sustentabilidade onde também se pratica vitivinicultura.

Porque, no final, o propósito da Alameda é um só: em respeito pelas suas gentes e natureza, criar vinhos de excelência onde o Dão se revela inteiro.

Com tal objetivo, investimos nestes múltiplos projetos no âmbito da vitivinicultura e bem mais além. Saúde!

Ilustração de um saca-rolhas de madeira e dois rolhas sobre fundo de aquarela colorida.